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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Jordania / Israel

Ja falando do território Israelense, venho aqui contar minha experiência no deserto de Wadi Rum, a travessia da fronteira de Israel, sempre extremamente vigiada, a passagem por Massada, no mar morto e a Haifa no norte de Israel!

A aventura pelo deserto de Wadi Rum foi sem duvida até agora a experiência mais exótica da viagem. De Petra organizei com um mochileiro inglês de irmos juntos para o deserto, já que por tratar de baixa temporada me custaria muito ir sozinho.

Partimos então cedo para o vilarejo de Wadi Rum de taxi que nos deixou na cidade onde pegamos uma caminhonete 4x4 guiada por um beduíno! O guia era extremamente novo, apenas 18 anos mas por incrível que pareça isto é comum lá! Me assustou quando vi um casal que viajava com um menino de 15 anos ao volante! 
De qualquer forma o beduíno era bem gente fina e nos levou pela manhã em alguns pontos do deserto. 
Almoçamos no próprio deserto, tudo simples mas de ótima qualidade! A vida desse povo beduíno que habita aquela região é extremamente difícil já que o deserto, extremamente seco, não possibilita que os mesmos produzam nada e a vida hoje gira basicamente em torno do turismo! 

Após um belo por do sol seguimos para o acampamento beduíno no meio do deserto e nos abrigamos nas cabanas a noite! Esta sem duvida será uma noite marcante em minha vida! O silencio ensurdecedor daquele local e o céu limpo cheio de estrelas vale todo o cansaço do passeio! Sem duvida uma experiência única!

No outro dia cedo juntei minhas tralhas e parti cedo para Aquaba no Sul da Jordânia para cruzar a fronteira para Elliat, no mar vermelho. Ambas as cidades sao extremamente turísticas, e tanto as pessoa da Jordânia como os Israelenses vão no verão para os caríssimos hotéis daquele local.
A passagem pela fronteira foi tranqüila, pois estava vazia no dia, porém cruzei ali com mais três europeus todos loiros, e daí sobrou para mim, com essa cara de árabe todo o interrogatório! Revistaram mala, passei no detector de metal, perguntaram porque eu estava ali, o que estava fazendo na Jordânia, nome do meu pai, do meu avô, só faltou querer saber o nome do papagaio!
Mais passado as perguntas entrei em Israel sem maiores problemas.

Infelizmente cometi um grave erro de pedir para não carimbarem a entrada em Israel no meu passaporte, o que é permitido, e isso me impede de ir a países islâmicos mais radicais como Líbano, Síria e Emirados Árabes que não reconhecem o estado de Israel. Mas menos mal que estes países não estão nos meus planos e futuramente quando renovar meu passaporte posso ir sem problemas. De qualquer forma, fica a dica, para caso alguém pretenda visitar o Oriente Médio deixar Israel por último.

Seguindo viagem resolvi não ficar em Elliat e seguir direto para Masada no mar morto! A única coisa que não sabia era que Masada não tem absolutamente NADA para fazer! Kkk Pela primeira vez na viagem eu parei e me perguntei: " o que que eu estou fazendo aqui?"
Esta pergunta se agravou quando cheguei no único hostel do local e o gerente encrencou comigo porque eu estava perguntando demais kkk Mas no fim das contas me dei bem que ele me colocou em um quarto privativo pelo preço de dormitório! 
No outro dia dei sorte que acabou salvado minha passagem por ali. Resolvi ir ao mar morto mas estava mais perdido que cego em tiroteio! Quando fui ao ponto de ônibus conheci uma polonesa e uma russa que me ajudaram e me levaram a uma praia ótimo no mar morto! A experiência do mar vale a ida ao local, o excesso de sal faz com que você flutue na água, sendo até difícil ficar muito tempo nele devido ao tanto que é salgada! No fim ainda as meninas compraram lama medicinal e acabou sendo divertida a passagem pelo mar morto que começou parecendo uma furada!


De lá acabei mudando meus planos! Ia para Jerusalém mas descobri que seria feriado por duas semana! Ia começar o Sukkot um dos feriados mais importantes para os judeus.
Com isso segui viagem para Haifa, onde vive o Tal, um grande amigo do Cisv que conheci 8 anos atrás na Espanha e que me visitou há uns dois anos no Brasil. Estava aguardando muito por esta visita e planejei para passar meu aniversario lá!

Os dias em Haifa foram excelentes para recarregar as baterias, comer e tomar banhos descentes! A família do Tal me recebeu muito bem e me fez sentir em casa. A passagem por lá teve muita farra, acabei conhecendo vários amigos do tal, e deu até tempo de cortar o cabelo que já estava passando da hora hehehe

Mas deu tempo também de conhecer bem a cidade! Haifa não é uma cidade muito grande, mas tem grande relevância  para o país! Tem uma bela praia banhada pelo mar mediterrâneo, boa comida, o famoso monte Carmelo, um pólo tecnológico muito desenvolvido e ainda é um exemplo de boa convivîencia entre árabes e judeus que se misturam na cidade. Ainda deu para ver de longe quando fomos a uma festa no norte de Israel o mar da Galiléia, onde Jesus "andou na água", e de longe a tão temida no momento Síria. 
A ultima coisa que faltou citar é para quem tem receio de vir a Israel, o país é extremamente tranquilo e seguro, em todos os locais públicos são feitas revistas, e sempre muito policiado, então não deixe de conhecer este local fantástico por isto!

Agora estou em Jerusalem, cidade maravilhosa, e daqui sigo para Tel Aviv. Depois retorno para Haifa e dia 7/10 sigo viagem rumo a Índia! Em breve mando mais notícias!!




























sábado, 14 de setembro de 2013

Jordânia

Passado a primeira fase européia da viagem, finalmente começou o que eu tanto esperei nesta viagem: chegar pela primeira vez no continente asiático e em especial no Oriente Médio, tão famosa para a história de diversas religiões e pelos seus intermináveis conflitos.

A Jordânia é o primeiro país Muçulmano que visito e apesar de já ter conhecido pessoas daqui não sabia o que esperar. Meu principal motivo de incluir este país era visitar as ruínas de Petra uma das sete maravilhas do mundo moderno.
Chegando aqui resolvi correr atrás de uma casa em Amman, capital do país com alguns amigos da ONG Cisv do qual faço parte. Uma grande amiga minha, Julia, então me apresentou via Facebook um amigo chamado Firas, que prontamente me abrigou em sua casa.

Sem dúvida essa experiência foi essencial para o tanto que estou gostando deste país. Firas me levou em alguns pontos da cidade, muito diferente do Brasil, em especial a Citadel antiga construção romano, que achei muito bacana.
Mas o que me encantou neste local foi a forma como as pessoas me receberam, sempre com festividade lembrando um pouco o nosso jeito brasileiro. Sem falar da comida da melhor qualidade, e das lindas mulheres!
Tive então uma grande oportunidade de entender um pouco da história deste local e ouvir o outro lado da moeda, já que conheço bem a história contada pelos israelenses, pelos amigos que tenho lá.

Firas me explicou que grande parte da população da Jordânia é Palestina. E a população daqui não tem nada contra o povo Judeu, mas sim com a criação do estado israelense, pela forma como ela foi feita. Apesar disto a Jordânia tem um tratado de paz com Israel e o pessoal daqui não vê a guerra como solução para os problemas. Mas senti que existe nele esse sentimento de querer de volta o que era deles. É comum ver nas lojas cartazes pedindo o suposto Apartheid realizado por Israel contra os palestinos, reduzindo sua área, e murando a passagem criando um aglomerado de pessoas, fora as restrições impostas aos árabes na velha Jerusalém. A situação sem duvida é muito complicada, mas não impede de vir para cá, pois ninguém muda seu dia a dia por causa disto. Bom, mas uma dica que ele me deu e vale para quem vier para estes lados, é de que caso você vá a Israel, deve dizer que está indo a Palestina, pois isso fará as pessoas serem mais simpáticas com você!

Passado este bom tempo em Amman segui viagem rumo ao meu objetivo Petra! No ônibus para cá me surpreendi com vários sulamericanos! Um casal de brasileiros, um peruano e um chileno. Isto foi bom para entrosar com a gringaiada e me ajudou a arrumar duas pessoas para dividir um quarto já que aqui é tudo muito caro, um inglês e um guatemalteco! O dinar hoje vale mais do que o Euro, ou seja é uma facada atras da outra! 
Voltando a Petra o lugar faz juz a fama! Simplesmente maravilhoso, e enorme! Mas para vir aqui tem que estar disposto a andar! O passeio todo é entorno de 8km só que no meio do deserto e com o sol rachando a cabeça! Tem opção de conhecer de burro, cavalo ou camelo! Mas preferir usar as pernas mesmo! Este lugar é imperdível!

Aqui estamos hospedado no Cleopatra Hotel, seguindo sugestão deste inglês! Considerando que as opções aqui são precárias, o hotel tem um bom custo benefício. 13 Dinars para um quarto triplo com café, banheiro privativo e ar! Sempre tem aquela pegadinha do banho ser frio e etc, mas para o calor que faz aqui esta valendo demais!

Amanhã vou para o deserto de Wadi Rum, conhecer alguns pontos de 4x4 e passar a noite na companhia dos beduínos que ali vivem! Estou muito empolgado com esta experiência! Daqui dois dias cruzo a fronteira para Israel ou Palestina! Como preferirem!